quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Quantos minutos de telejornal vale alguém que é morto por terroristas?

No mesmo dia [do ataque ao Charlie Hebdo], 37 jovens foram mortos no Iémen num atentado bombista. No verão passado, a invasão israelita causou a morte de 2000 palestinianos, dos quais cerca de 1500 civis e 500 crianças. No México, desde 2000, foram assassinados 102 jornalistas por defenderem a liberdade de imprensa e, em Novembro de 2014, 43 jovens, em Ayotzinapa. Certamente que a diferença na nossa reação não pode estar baseada na ideia de que a vida de europeus brancos, de cultura cristã, vale mais que a vida de não europeus ou de europeus de outras cores e de culturas assentes noutras religiões. Será então porque estes últimos estão mais longe de nós ou conhecemo-los pior? Será porque os grande media e os líderes políticos do Ocidente trivializam o sofrimento causado a esses outros, quando não os demonizam ao ponto de nos fazerem pensar que eles não merecem outra coisa?

Boaventura Sousa Santos, no Público

15 comentários:

Anónimo disse...

Se já é complicado lidar ou resolver alguma falta de liberdade de expressão a nível europeu, sendo que em muitos países ela é muitas vezes torcidada julgada e subjugada, quanto mais termos resolver da liberdade de outros povos.

nonameslb disse...

Infelizmente e "normal" isso acontecer nesses paizes,por isso ter menos tempo de antena.Mas tambem nao devemos confundir as coisas,porque o mais chocante e a razao porque foi feito o ataque.Algo que muitas pessoas esquecem e que houve uma segunda guerra mundial e um 25 de abril por alguma coisa e nao pode um grupo religioso que vem agora decidir o que se pode ou nao publicar na Europa.

Jose disse...

Diz-se sociólogo e coloca dúvidas sortidas sem que lhe ocorra a solução mais óbvia: territorialidade.
Até as aves do céu a sentem...
Provavelmente porque o profeta Marx não a reconhecia (suspeito que nem a conhecia) e montou uma religião que a ignora.
Marx rasul Allah.

Aleixo disse...

SE ESSES HIPÓCRITAS CÍNICOS, AO SAIR DO CAFÉ, LEVASSEM COM UMA "ESCARRADELA"... ONOMOTOPAICA.

Anónimo disse...

"Ao fim de décadas de pesquisa sociológica, Boaventura ainda não descobriu que ele pode chorar mais pela morte do seu cão do que pela morte de mil chineses, sem que isso signifique que o seu cão valha mais do que mil chineses."
Resposta de João Miguel Tavaresà demagogia de Boaventura Sousa Santos
http://www.publico.pt/mundo/noticia/o-fanatico-multicultural-1682203

Antonio Cristovao disse...

Os cidadãos vitimas do terrorismo foram cerca de 18 mil, principalmente no Yemen, Chad, Paquistão. Pelo trabalho dos jornalistas nesses casos e do de Paris podemos ver muita outra fantasia alem do dizer-se Charli

José M. Sousa disse...

Pois, mas o imbecil do João Miguel Tavares com certeza não está à espera que os jornalistas; e os politicos que foram à manifestação (não foram apenas europeus!) ; chorem em público pelos seus cães, valorizando-os mais que os chineses! Caso contrário, não têm capacidade para serem jornalistas e politicos.

Anónimo disse...

Caríssimo José M.Sousa:

Permita que o felicite pelo seu comentário.

-Pela sua resposta inteligente,certeira, eficaz e apropriada.

-Pela sua frontalidade ao chamar o nome aos bois.

-Por evidenciar a mediocridade insuportável destes idiotas que se apropriaram do espaço mediático, ídolos adequados duma direita acéfala e pesporrenta.

De

Anónimo disse...

Infelizmente torna-se quase insuportável pelo pretensiosismo alguém que duma forma grosseira coloca em dúvida os méritos profissionis de Boaventura Sousa Santos ( independentemente de se gostar mais ou menos do que este produz) e com maneirismos espantosos reduz duma forma absolutamente grotesca as respostas plurais a uma única certeza.Ainda por cima classificada como óbvia"

Os caminhos que se escolhem são também reveladores de processos cognitivos,culturais, humanitários.A opçao pelos caminhos únicos, quer nas respostas "óbvias" , quer nos apelos à obediência à troika e à selvajaria governamental é marca também destes processos. Marca profundamente negativa mas isso cabe a cada um julgar

Mas há aqui algo que reforça o sentimento de perplexidade. A forma primária como se manejam palavras e conceitos com uma displicência própria da ignorância tosca ou dum replicar do inculcado em locais de baixa extracção cientifica e de alta manipulação ideológica.

A forma como se fala em "territorialidade"como de um entidade única,inquestionável, apagando os varios espaços e clivagens incorporadas numa palavra plural, tem o seu corolário na insinuação pateta de se fazer extrapolaçoes do universo animal para o universo humano.

A ciência tem coisas assim.Deixa para trás antigas polémicas e torna ridículos quem ignora o conhecimento e utiliza argumentos teológicos e de fé.

O resto é o disparate institucionalizado, em torno de profetas a cheirar a impotência argumentativa.revelada nesta pérola indigente:
Marx rasul allah

De

Jose disse...

As «respostas plurais» da esquerda não passam de trovas tecidas em torno dos dogmas sobre os quais contruiram a sua política-religião.

Anónimo disse...

"territorialidade.
Até as aves do céu a sentem..."

E no entanto, isso da natural territorialidade começou há uns 400 anos. Muito pesa a incultura e ignorância. Nestas cabecitas, estamos sempre a recomeçar.

Jose disse...

A cabeçorra das 13:28 teve um delírio histórico no passado 1º de Dezembro!
Descanse que para o ano já é feriado...

Anónimo disse...

Infelizmente é a direita extrema que temos.
Misto de ignorância e louva-a-deus dos néscios e pútridos salazarentos personagens,sejam eles portas ou relvas,cavaco ou passos.

Arremeda pela via de sentido único da história, mas não fica por aqui.Segue também o mesmo princípio em tudo o que mexe,mistura de fé e de crença fundamentalo-extremista.

Os factos são uma chatice.Perante a evidência da falta de ética associada à ignorancia mais primária sobre o conhecido há muito, jose não se retrata,não pede desculpa, não tenta corrigir os disparates ditos e escritos...antes arremeda um linguarejar em jeito de "discurso" como quem debita um slogan.

A nossa direita extrema é para além de tudo o mais, duma pobreza intelectual confrangedora.

De

Anónimo disse...

Feriado , o 1º de Dezembro?
Aquele feriado contra o qual o jose combateu de forma feroz e assazmente merkeliana?

Aquele feriado pelo qual pelejou a fina flor do entulho extremista de direita, numa demonstração inequívoca do sentido patriota aos euros e aos alemães e a tudo o que seja cacau a render?

Aquele feriado para cujo fim se juntaram os votos do CDS/PP e do PSD? Do passos e do portas e da cristas e do mota soares e da luís albuquerque?
Ou seja da tecnoforma, dos submarinos, da família de grandes senhorios da cristas, dos tachos do ministério da solidariedade, dos contratos swap da miss swap?

Ah ,esse feriado agora já está a ser oferecido, numa espécie de campanha eleitoral avant-garde, a seguir os passos indicados pela governança neoliberal?

Um espectáculo esta forma de. Tão indiciadora de vasconcelos actuais e sem ponta de vergonha.

De

José M. Sousa disse...

Para enriquecimento de quem quiser: https://www.facebook.com/video.php?v=408318702620490